A rotineira mudança para diferentes resultados iguais.

Segunda-feria, dia 1º de dezembro de 2014, ouvi o comentário na CBN do professor e filósofo Mário Sergio Cortella. Gosto muito dos seus comentário e visões do mundo. Ele possui a habilidade de falar de assuntos complexos de forma fácil.

Seu comentário foi a respeito da rotina que muitos odeiam ter que enfrentar cotidianamente e citou um personagem mitológico chamado Sísifo.

Sísifo tornou-se conhecido por executar um trabalho rotineiro e cansativo. Ele recebeu um castigo de Zeus como forma de envergonhá-lo pela sua habilidade em querer enganar os deuses e a morte.

Zeus ordenou que Hermes o conduzisse ao Hades e que lá recebesse um castigo. Deveria rolar uma enorme pedra morro acima, até o topo. Porém, chegando lá, o esforço o deixaria tão cansado que soltaria a pedra e esta rolaria morro abaixo. No dia seguinte, o processo se daria novamente até a eternidade.

Por esse motivo, a expressão "trabalho de Sísifo", atualmente, é empregada para qualificar qualquer tarefa que envolva esforços longos, repetitivos e fatalmente condenado ao fracasso. Isso simboliza algo como um infinito ciclo de esforços que, além de nunca levarem a nada útil, também são totalmente carente de quaisquer opções de desistência ou recusa em fazê-lo.

O mito de Sísifo nos faz lembrar dos trabalhos que muitas vezes desempenhamos sem chegarmos ao resultado. Isso causa, em muitos casos, frustração e desânimo. Não apenas em relação a fazermos a mesma coisa repetidas vezes, mas principalmente por não termos resultados visíveis. A realização de algo é importante para o homem.

Sabemos que trabalhar é condição essencial, não somente pela manutenção financeira, mas pelo engrandecimento da vida. Trabalhar se constitui parte importante da vida de qualquer um. E vai além do ganha-pão diário, mas significa realização pessoal, como sentir-se útil e encontrar sentido e felicidade no dia a dia.

Ninguém gosta de trabalhar estando infeliz ou insatisfeito. Quando estamos desmotivados, não temos vontade de executar nossas tarefas, principalmente aquelas rotineiras. As horas não passam, o dia não acaba e nossa autoestima diminui. Tudo isso gera um grande desgaste e baixo rendimento.

Abraham Maslow, um famoso psicólogo americano, entendia a motivação humana como uma pirâmide hierárquica de cinco necessidades:

1. Necessidades básicas: na base da pirâmide se encontram as necessidades fundamentais, aquelas que precisamos para sobreviver como comer, dormir, vestir.

2. Necessidades de segurança: no 2° degrau estão as necessidades de estabilidade e segurança, incluindo a saúde e moradia.

3. Necessidades afetivas: no próximo degrau da pirâmide está a necessidade de aceitação. Desejamos ser amados e acolhidos, desejamos por fazer parte de um grupo ou equipe, de ter amigos.

4. Necessidade de autoestima: no 4° degrau está a necessidade de reconhecimento pelo que fazemos.

5. Necessidades de autorealização: no topo da pirâmide se encontra aquilo que buscamos ter ou realizar.

Segundo a pirâmide de Maslow, as pessoas necessitam preencher um degrau de cada vez, ou seja, as necessidades básicas devem ser saciadas primeiro, antes de subir ao nível mais alto como a autorealização.

Cada degrau de nossas vidas precisam ser construídos de forma firme para que sustentem nosso passos. Vale lembrar que caso não estejamos produzindo os resultados esperados, precisaremos mudar a forma de nossas ações, como disse o gênio Albert Einstein certa vez: Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferente.

Pensando assim, Sísifo é um simbolo da insanidade de se fazer a mesma coisa todo dia, esperando um resultado diferente e final

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